O choro
Hei de chorar o choro de uma manhã,
na languidez sórdida da chuva
que corre fria,
na janela do meu quarto,
na janela vazia,
da minha alma
Hei de chorar os sonhos que eu tinha,
na insensatez da esperança
da vida que eu vivia,
que acolhia em versos meus
tão solitariamente,
eu hei de chorar.
A vida que corria frenética,
na memória obliterada,
que culminou no esquecimento
do pranto meu.
Hei de chorar o meu choro,
e o seu .
